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VIAGGIO APOSTOLICO DI SUA SANTITÀ BENEDETTO XVI IN PORTOGALLO NEL 10° ANNIVERSARIO DELLA BEATIFICAZIONE DI GIACINTA E FRANCESCO, PASTORELLI DI FÁTIMA (11 - 14 MAGGIO 2010) (XIV), 13.05.2010


VIAGGIO APOSTOLICO DI SUA SANTITÀ BENEDETTO XVI IN PORTOGALLO NEL 10° ANNIVERSARIO DELLA BEATIFICAZIONE DI GIACINTA E FRANCESCO, PASTORELLI DI FÁTIMA (11 - 14 MAGGIO 2010) (XIV)

INCONTRO CON I VESCOVI DEL PORTOGALLO ALLA CASA "NOSSA SENHORA DO CARMO" DI FÁTIMA

 DISCORSO DEL SANTO PADRE

 TRADUZIONE IN LINGUA ITALIANA

 TRADUZIONE IN LINGUA INGLESE 

 TRADUZIONE IN LINGUA FRANCESE

Alle ore 18.45 il Santo Padre Benedetto XVI incontra i Vescovi del Portogallo nella Casa "Nossa Senhora do Carmo" di Fátima.
Nel corso dell’incontro, dopo il saluto del Vescovo di Braga e Presidente della Conferenza Episcopale del Portogallo, S.E. Mons. Jorge Ferreira da Costa Ortiga, il Papa pronuncia il discorso che pubblichiamo di seguito:

 DISCORSO DEL SANTO PADRE 

Venerados e queridos Irmãos no Episcopado,

Dou graças a Deus pela oportunidade de vos encontrar a todos aqui no coração espiritual de Portugal, que é o Santuário de Fátima, onde multidões de peregrinos, vindos dos mais variados lugares da terra, procuram reaver ou reforçar em si mesmos as certezas do Céu. Entre eles veio de Roma o Sucessor de Pedro, acedendo aos repetidos convites recebidos e movido por uma dívida de gratidão à Virgem Maria, que aqui comunicara aos seus videntes e peregrinos um intenso amor pelo Santo Padre que frutifica numa vigorosa retaguarda de oração com Jesus à cabeça: Pedro, «Eu roguei por ti, a fim de que a tua fé não desfaleça. E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos» (Lc 22, 32).

Como vedes, o Papa precisa de abrir-se cada vez mais ao mistério da Cruz, abraçando-a como única esperança e derradeiro caminho para ganhar e reunir no Crucificado todos os seus irmãos e irmãs em humanidade. Obedecendo à Palavra de Deus, é chamado a viver não para si mesmo mas para a presença de Deus no mundo. Serve-me de conforto a determinação com que seguis no meu encalço, sem nada mais temer que a perda da salvação eterna do vosso povo, como bem o demonstram as palavras com que Dom Jorge Ortiga quis saudar a minha chegada ao vosso meio e testemunhar a fidelidade incondicional dos Bispos de Portugal ao Sucessor de Pedro. De coração vo-lo agradeço. Obrigado ainda por todo o desvelo que pusestes na organização desta minha Visita. Que Deus vos pague, derramando em abundância o Espírito Santo sobre vós e vossas dioceses a fim de que, num só coração e numa só alma, possais levar a cabo o empenho pastoral que vos propusestes: oferecer a todos os fiéis uma iniciação cristã exigente e atractiva, comunicadora da integridade da fé e da espiritualidade radicada no Evangelho, formadora de agentes livres no meio da vida pública.

Na verdade, os tempos que vivemos exigem um novo vigor missionário dos cristãos chamados a formar um laicado maduro, identificado com a Igreja, solidário com a complexa transformação do mundo. Há necessidade de verdadeiras testemunhas de Jesus Cristo, sobretudo nos meios humanos onde o silêncio da fé é mais amplo e profundo: políticos, intelectuais, profissionais da comunicação que professam e promovem uma proposta mono-cultural com menosprezo pela dimensão religiosa e contemplativa da vida. Em tais âmbitos, não faltam crentes envergonhados que dão as mãos ao secularismo, construtor de barreiras à inspiração cristã. Entretanto, amados Irmãos, aqueles que lá defendem com coragem um pensamento católico vigoroso e fiel ao Magistério continuem a receber o vosso estímulo e palavra esclarecedora para, como leigos, viverem a liberdade cristã.

Mantende viva a dimensão profética sem mordaças no cenário do mundo actual, porque «a palavra de Deus não pode ser acorrentada» (2 Tm 2, 9). As pessoas clamam pela Boa Nova de Jesus Cristo, que dá sentido às suas vidas e salvaguarda a sua dignidade. Como primeiros evangelizadores, ser-vos-á útil conhecer e compreender os diversos factores sociais e culturais, avaliar as carências espirituais e programar eficazmente os recursos pastorais; decisivo, porém, é conseguir inculcar em todos os agentes evangelizadores um verdadeiro ardor de santidade, cientes de que o resultado provém sobretudo da união com Cristo e da acção do seu Espírito.

Ora, quando no sentir de muitos a fé católica deixa de ser património comum da sociedade e, frequentemente, se vê como uma semente insidiada e ofuscada por «divindades» e senhores deste mundo, muito dificilmente aquela poderá tocar os corações graças a simples discursos ou apelos morais e menos ainda a genéricos apelos aos valores cristãos. O apelo corajoso e integral aos princípios é essencial e indispensável; todavia a mera enunciação da mensagem não chega ao mais fundo do coração da pessoa, não toca a sua liberdade, não muda a vida. Aquilo que fascina é sobretudo o encontro com pessoas crentes que, pela sua fé, atraem para a graça de Cristo dando testemunho d’Ele. Vêm-me à mente estas palavras do Papa João Paulo II: «A Igreja tem necessidade sobretudo de grandes correntes, movimentos e testemunhos de santidade entre os fiéis, porque é da santidade que nasce toda a autêntica renovação da Igreja, todo o enriquecimento da fé e do seguimento cristão, uma re-actualização vital e fecunda do cristianismo com as necessidades dos homens, uma renovada forma de presença no coração da existência humana e da cultura das nações» (Discurso no XX aniversário da promulgação do Decreto conciliar «Apostolicam actuositatem», 18/XI/1985). Poderia alguém dizer: «É certo que a Igreja tem necessidade de grandes correntes, movimentos e testemunhos de santidade…, mas não os há»!

A propósito, confesso-vos a agradável surpresa que tive ao contactar com os movimentos e novas comunidades eclesiais. Observando-os, tive a alegria e a graça de ver como, num momento de fadiga da Igreja, num momento em que se falava de «inverno da Igreja», o Espírito Santo criava uma nova primavera, fazendo despertar nos jovens e adultos a alegria de serem cristãos, de viverem na Igreja que é o Corpo vivo de Cristo. Graças aos carismas, a radicalidade do Evangelho, o conteúdo objectivo da fé, o fluxo vivo da sua tradição comunicam-se persuasivamente e são acolhidos como experiência pessoal, como adesão da liberdade ao evento presente de Cristo.

Condição necessária, naturalmente, é que estas novas realidades queiram viver na Igreja comum, embora com espaços de algum modo reservados para a sua vida, de maneira que esta se torne depois fecunda para todos os outros. Os portadores de um carisma particular devem sentir-se fundamentalmente responsáveis pela comunhão, pela fé comum da Igreja e devem submeter-se à guia dos Pastores. São estes que devem garantir a eclesialidade dos movimentos. Os Pastores não são apenas pessoas que ocupam um cargo, mas eles próprios são carismáticos, são responsáveis pela abertura da Igreja à acção do Espírito Santo. Nós, Bispos, no sacramento, somos ungidos pelo Espírito Santo e, por conseguinte, o sacramento garante-nos também a abertura aos seus dons. Assim, por um lado, devemos sentir a responsabilidade de aceitar estes impulsos que são dons para a Igreja e lhe dão nova vitalidade, mas, por outro, devemos também ajudar os movimentos a encontrarem a estrada justa, com correcções feitas com compreensão – aquela compreensão espiritual e humana que sabe unir guia, gratidão e uma certa abertura e disponibilidade para aceitar aprender.

Iniciai ou confirmai nisto mesmo os presbíteros. Neste Ano Sacerdotal que está para concluir, redescobri, amados Irmãos, a paternidade episcopal sobretudo para com o vosso clero. Durante demasiado tempo se relegou para segundo plano a responsabilidade da autoridade como serviço ao crescimento dos outros, e antes de mais ninguém dos sacerdotes. Estes são chamados a servir, no seu ministério pastoral, integrados numa acção pastoral de comunhão ou de conjunto, como nos recorda o decreto conciliar Presbyterorum ordinis: «Nenhum sacerdote pode realizar sozinho suficientemente a sua missão, mas só num esforço conjunto com o dos demais sacerdotes, sob a orientação dos que estão à frente da Igreja» (n. 7). Não se trata de voltar ao passado nem de um mero regresso às origens, mas de uma recuperação do fervor das origens, da alegria do início da experiência cristã, fazendo-se acompanhar por Cristo como os «discípulos de Emaús» no dia de Páscoa, deixando que a sua palavra aqueça o coração, que o «pão partido» abra os nossos olhos à contemplação do seu rosto. Só assim é que o fogo da sua caridade será bastante ardente para impelir cada fiel cristão a tornar-se dispensador de luz e vida na Igreja e entre os homens.

Antes de terminar, queria pedir-vos, na vossa qualidade de presidentes e ministros da caridade na Igreja, para revigorardes em vós e ao vosso redor os sentimentos de misericórdia e compaixão capazes de corresponder às situações de graves carências sociais. Criem-se e aperfeiçoem-se as organizações existentes, com criatividade para corresponder a todas as pobrezas, mesmo a de falta de sentido da vida e de ausência de esperança. É muito louvável o esforço que fazeis por ajudar dioceses mais necessitadas, sobretudo dos países lusófonos. As dificuldades, agora mais sentidas, não vos deixem esmorecer na lógica do dom. Continue bem vivo no país o vosso testemunho de profetas de justiça e da paz, defensores dos direitos inalienáveis da pessoa, juntando a vossa voz à dos mais débeis a quem tendes sabiamente motivado para ter voz própria, sem temer nunca levantar a voz em favor dos oprimidos, humilhados e molestados.

Enquanto vos confio a Nossa Senhora de Fátima, pedindo-Lhe que vos sustente maternalmente nos desafios em que estais empenhados, para serdes promotores de uma cultura e de uma espiritualidade de caridade e de paz, de esperança e de justiça, de fé e de serviço, de coração vos concedo, extensiva aos vossos familiares e comunidades diocesanas, a minha Bênção Apostólica.

[00689-06.01] [Texto original: Português]

 TRADUZIONE IN LINGUA ITALIANA 

Venerati e cari Fratelli nell’Episcopato,

Rendo grazie a Dio per l’occasione che mi offre di incontrarvi tutti qui nel cuore spirituale del Portogallo, che è il Santuario di Fatima, dove moltitudini di pellegrini provenienti dai luoghi più vari della terra, cercano di ritrovare o di rafforzare in sé stessi le certezze del Cielo. Tra loro è venuto da Roma il Successore di Pietro, accogliendo i ripetuti inviti ricevuti e mosso da un debito di riconoscenza verso la Vergine Maria, la quale proprio qui ha trasmesso ai suoi veggenti e pellegrini un intenso amore per il Santo Padre che fruttifica in una vigorosa schiera orante con Gesù alla guida: Pietro, «io ho pregato per te, perché la tua fede non venga meno. E tu, una volta convertito, conferma i tuoi fratelli» (Lc 22, 32).

Come vedete, il Papa ha bisogno di aprirsi sempre di più al mistero della Croce, abbracciandola quale unica speranza e ultima via per guadagnare e radunare nel Crocifisso tutti i suoi fratelli e sorelle in umanità. Obbedendo alla Parola di Dio, egli è chiamato a vivere non per sé stesso ma per la presenza di Dio nel mondo. Mi è di conforto la determinazione con cui anche voi mi seguite da vicino senza temere null’altro che la perdita della salvezza eterna del vostro popolo, come bene dimostrano le parole con cui Mons. Jorge Ortiga ha voluto salutare il mio arrivo in mezzo a voi e testimoniare l’incondizionata fedeltà dei Vescovi del Portogallo al Successore di Pietro. Di cuore vi ringrazio. Grazie inoltre per tutta la premura che avete avuto nell’organizzazione di questa mia Visita. Dio vi ricompensi, riversando in abbondanza su di voi e sulle vostre diocesi lo Spirito Santo, affinché possiate, in un cuor solo e un’anima sola, portare a termine l’impegno pastorale che vi siete proposti, quello, cioè, di offrire ad ogni fedele un’iniziazione cristiana esigente e affascinante, che comunichi l’integrità della fede e della spiritualità, radicata nel Vangelo e formatrice di operatori liberi in mezzo alla vita pubblica.

In verità, i tempi nei quali viviamo esigono un nuovo vigore missionario dei cristiani, chiamati a formare un laicato maturo, identificato con la Chiesa, solidale con la complessa trasformazione del mondo. C’è bisogno di autentici testimoni di Gesù Cristo, soprattutto in quegli ambienti umani dove il silenzio della fede è più ampio e profondo: i politici, gli intellettuali, i professionisti della comunicazione che professano e promuovono una proposta monoculturale, con disdegno per la dimensione religiosa e contemplativa della vita. In tali ambiti non mancano credenti che si vergognano e che danno una mano al secolarismo, costruttore di barriere all’ispirazione cristiana. Nel frattempo, amati Fratelli, quanti difendono in tali ambienti, con coraggio, un vigoroso pensiero cattolico, fedele al Magistero, continuino a ricevere il vostro stimolo e la vostra parola illuminante, per vivere, da fedeli laici, la libertà cristiana.

Mantenete viva la dimensione profetica, senza bavagli, nello scenario del mondo attuale, perché «la parola di Dio non è incatenata!» (2Tm 2,9). Le persone invocano la Buona Novella di Gesù Cristo, che dona senso alle loro vite e salvaguarda la loro dignità. In qualità di primi evangelizzatori, vi sarà utile conoscere e comprendere i diversi fattori sociali e culturali, valutare le carenze spirituali e programmare efficacemente le risorse pastorali; decisivo, però, è riuscire ad inculcare in ogni agente evangelizzatore un vero ardore di santità, consapevoli che il risultato deriva soprattutto dall’unione con Cristo e dall’azione del suo Spirito.

Infatti, quando, nel sentire di molti, la fede cattolica non è più patrimonio comune della società e, spesso, si vede come un seme insidiato e offuscato da «divinità» e signori di questo mondo, molto difficilmente essa potrà toccare i cuori mediante semplici discorsi o richiami morali e meno ancora attraverso generici richiami ai valori cristiani. Il richiamo coraggioso e integrale ai principi è essenziale e indispensabile; tuttavia il semplice enunciato del messaggio non arriva fino in fondo al cuore della persona, non tocca la sua libertà, non cambia la vita. Ciò che affascina è soprattutto l’incontro con persone credenti che, mediante la loro fede, attirano verso la grazia di Cristo, rendendo testimonianza di Lui. Mi vengono in mente queste parole del Papa Giovanni Paolo II: «La Chiesa ha bisogno soprattutto di grandi correnti, movimenti e testimonianze di santità fra i "christifideles" perché è dalla santità che nasce ogni autentico rinnovamento della Chiesa, ogni arricchimento dell’intelligenza della fede e della sequela cristiana, una ri-attualizzazione vitale e feconda del cristianesimo nell’incontro con i bisogni degli uomini, una rinnovata forma di presenza nel cuore dell’esistenza umana e della cultura delle nazioni»(Discorso per il XX della promulgazione del Decreto conciliare «Apostolicam actuositatem», 18 novembre 1985). Qualcuno potrebbe dire: «la Chiesa ha bisogno di grandi correnti, movimenti e testimonianze di santità…, ma non ci sono!».

A questo proposito, vi confesso la piacevole sorpresa che ho avuto nel prendere contatto con i movimenti e le nuove comunità ecclesiali. Osservandoli, ho avuto la gioia e la grazia di vedere come, in un momento di fatica della Chiesa, in un momento in cui si parlava di «inverno della Chiesa», lo Spirito Santo creava una nuova primavera, facendo svegliare nei giovani e negli adulti la gioia di essere cristiani, di vivere nella Chiesa, che è il Corpo vivo di Cristo. Grazie ai carismi, la radicalità del Vangelo, il contenuto oggettivo della fede, il flusso vivo della sua tradizione vengono comunicati in modo persuasivo e sono accolti come esperienza personale, come adesione della libertà all’evento presente di Cristo.

Condizione necessaria, naturalmente, è che queste nuove realtà vogliano vivere nella Chiesa comune, pur con spazi in qualche modo riservati per la loro vita, così che questa diventi poi feconda per tutti gli altri. I portatori di un carisma particolare devono sentirsi fondamentalmente responsabili della comunione, della fede comune della Chiesa e devono sottomettersi alla guida dei Pastori. Sono questi che devono garantire l’ecclesialità dei movimenti. I Pastori non sono soltanto persone che occupano una carica, ma essi stessi sono portatori di carismi, sono responsabili per l’apertura della Chiesa all’azione dello Spirito Santo. Noi, Vescovi, nel sacramento, siamo unti dallo Spirito Santo e quindi il sacramento ci garantisce anche l’apertura ai suoi doni. Così, da una parte, dobbiamo sentire la responsabilità di accogliere questi impulsi che sono doni per la Chiesa e le conferiscono nuova vitalità, ma, dall’altra, dobbiamo anche aiutare i movimenti a trovare la strada giusta, facendo delle correzioni con comprensione – quella comprensione spirituale e umana che sa unire guida, riconoscenza e una certa apertura e disponibilità ad accettare di imparare.

Iniziate o confermate proprio in questo i presbiteri. Nell’Anno sacerdotale che volge al termine, riscoprite, amati Fratelli, la paternità episcopale soprattutto verso il vostro clero. Per troppo tempo si è relegata in secondo piano la responsabilità dell’autorità come servizio alla crescita degli altri, e, prima di tutti, dei sacerdoti. Questi sono chiamati a servire, nel loro ministero pastorale, integrati in un’azione pastorale di comunione o di insieme, come ci ricorda il Decreto conciliare Presbyterorum ordinis: «Nessun presbitero è quindi in condizione di realizzare a fondo la propria missione se agisce da solo e per proprio conto, senza unire le proprie forze a quelle degli altri presbiteri, sotto la guida di coloro che governano la Chiesa» (n. 7). Non si tratta di ritornare al passato, né di un semplice ritorno alle origini, ma di un ricupero del fervore delle origini, della gioia dell’inizio dell’esperienza cristiana, facendosi accompagnare da Cristo come i discepoli di Emmaus nel giorno di Pasqua, lasciando che la sua parola ci riscaldi il cuore, che il «pane spezzato» apra i nostri occhi alla contemplazione del suo volto. Soltanto così il fuoco della carità sarà ardente abbastanza da spingere ogni fedele cristiano a diventare dispensatore di luce e di vita nella Chiesa e tra gli uomini.

Prima di concludere, vorrei chiedervi, nella vostra qualità di presidenti e ministri della carità nella Chiesa, di rinvigorire in voi stessi e intorno a voi i sentimenti di misericordia e di compassione per essere in grado di rispondere alle situazioni di gravi carenze sociali. Si costituiscano organizzazioni e si perfezionino quelle già esistenti, perché siano in grado di rispondere con creatività ad ogni povertà, includendo quelle della mancanza di senso della vita e dell’assenza di speranza. È molto lodevole lo sforzo che fate per aiutare le diocesi più bisognose, soprattutto dei Paesi lusofoni. Le difficoltà, che adesso si fanno sentire di più, non vi facciano indebolire nella logica del dono. Continui ben viva, nel Paese, la vostra testimonianza di profeti della giustizia e della pace, difensori dei diritti inalienabili della persona, unendo la vostra voce a quella dei più deboli, che avete saggiamente motivato a possedere voce propria, senza temere mai di alzare la voce in favore degli oppressi, degli umiliati e dei maltrattati.

Mentre vi affido alla Madonna di Fatima, chiedendole di sostenervi maternamente nelle sfide in cui siete impegnati, perché siate promotori di una cultura e di una spiritualità di carità e di pace, di speranza e di giustizia, di fede e di servizio, di cuore vi imparto la mia Benedizione Apostolica, estendendola ai vostri familiari e alle comunità diocesane.

[00689-01.01] [Testo originale: Portoghese]

 TRADUZIONE IN LINGUA INGLESE

Dear Brother Bishops,

I thank God for giving me this occasion to meet all of you here at the Shrine of Fatima, the spiritual heart of Portugal, where multitudes of pilgrims from all over the world come looking to discover or to reinforce their certainty in the truths of Heaven. Among them has come from Rome the Successor of Peter, accepting the oft-repeated invitations and moved by a debt of gratitude to the Virgin Mary, who herself transmitted to her seers and pilgrims an intense love for the Holy Father which has borne fruit in a great multitude which prays, with Jesus as its guide: Peter, "I have prayed for you, that your faith may not fail; and when you have turned again, strengthen your brethren" (Lk 22:32).

As you see, the Pope needs to open himself ever more fully to the mystery of the Cross, embracing it as the one hope and the supreme way to gain and to gather in the Crucified One all his brothers and sisters in humanity. Obeying the word of God, he is called to live not for himself but for the presence of God in the world. I am comforted by the determination with which you too follow me closely, fearing nothing except the loss of eternal salvation for your people, as was clearly expressed in the words of greeting spoken by Archbishop Jorge Ortiga upon my arrival in your midst, and which testify to the unconditional fidelity of the Bishops of Portugal to the Successor of Peter. From my heart I thank you. I thank you as well for all the attention that you have given to organizing my Visit. May God reward you, and pour out the Holy Spirit in abundance upon you and your Dioceses so that, with one heart and with one soul, you may bring to completion the pastoral work which you have begun, that is, offering each member of the faithful an exacting and attractive Christian initiation, one which communicates the integrity of the faith and genuine spirituality, rooted in the Gospel, and capable of forming free and generous labourers in the midst of public life.

In truth, the times in which we live demand a new missionary vigour on the part of Christians, who are called to form a mature laity, identified with the Church and sensitive to the complex transformations taking place in our world. Authentic witnesses to Jesus Christ are needed, above all in those human situations where the silence of the faith is most widely and deeply felt: among politicians, intellectuals, communications professionals who profess and who promote a monocultural ideal, with disdain for the religious and contemplative dimension of life. In such circles are found some believers who are ashamed of their beliefs and who even give a helping hand to this type of secularism, which builds barriers before Christian inspiration. And yet, dear brothers, may all those who defend the faith in these situations, with courage, with a vigorous Catholic outlook and in fidelity to the magisterium, continue to receive your help and your insightful encouragement in order to live out, as faithful lay men and women, their Christian freedom.

You maintain a strong prophetic dimension, without allowing yourselves to be silenced, in the present social context, for "the word of God is not fettered" (2 Tim 2:9). People cry out for the Good News of Jesus Christ, which gives meaning to their lives and protects their dignity. In your role as first evangelizers, it will be useful for you to know and to understand the diverse social and cultural factors, to evaluate their spiritual deficiencies and to utilize effectively your pastoral resources; what is decisive, however, is the ability to inculcate in all those engaged in the work of evangelization a true desire for holiness, in the awareness that the results derive above all from our union with Christ and the working of the Holy Spirit.

In fact, when, in the view of many people, the Catholic faith is no longer the common patrimony of society and, often, seen as seed threatened and obscured by the "gods" and masters of this world, only with great difficulty can the faith touch the hearts of people by means simple speeches or moral appeals, and even less by a general appeal to Christian values. The courageous and integral appeal to principles is essential and indispensable; yet simply proclaiming the message does not penetrate to the depths of people’s hearts, it does not touch their freedom, it does not change their lives. What attracts is, above all, the encounter with believing persons who, through their faith, draw others to the grace of Christ by bearing witness to him. The words of Pope John Paul II come to mind: "The Church needs above all great currents, movements and witnesses of holiness among the ‘Christifideles’ because it is from holiness that is born every authentic renewal of the Church, all intelligent enrichment of the faith and of the Christian life, the vital and fecund reactualization of Christianity with the needs of man, a renewed form of presence in the heart of human existence and of the culture of nations (Address for the XX Anniversary of the Promulgation of the Conciliar Decree "Apostolicam Actuositatem", 18 November 1985). One could say, "the Church has need of these great currents, movements and witnesses of holiness…, but there are none!"

In this regard, I confess to you the pleasant surprise that I had in making contact with the movements and the new ecclesial communities. Watching them, I had the joy and the grace to see how, at a moment of weariness in the Church, at a time when we were hearing about "the winter of the Church", the Holy Spirit was creating a new springtime, awakening in young people and adults alike the joy of being Christian, of living in the Church, which is the living Body of Christ. Thanks to their charisms, the radicality of the Gospel, the objective contents of the faith, the living flow of her tradition, are all being communicated in a persuasive way and welcomed as a personal experience, as adherence in freedom to the present event of Christ.

The necessary condition, naturally, is that these new realities desire to live in the one Church, albeit with spaces in some way set aside for their own life, in such a way that this life becomes fruitful for all the others. The bearers of a particular charism must feel themselves fundamentally responsible for communion, for the common faith of the Church, and submit themselves to the leadership of their Bishops. It is they who must ensure the ecclesial nature of the movements. Bishops are not only those who hold an office, but those who themselves are bearers of charisms, and responsible for the openness of the Church to the working of the Holy Spirit. We, Bishops, in the sacrament of Holy Orders, are anointed by the Holy Spirit and thus the sacrament ensures that we too are open to his gifts. Thus, on the one hand, we must feel responsibility for welcoming these impulses which are gifts for the Church and which give her new vitality, but, on the other hand, we must also help the movements to find the right way, making some corrections with understanding – with the spiritual and human understanding that is able to combine guidance, gratitude and a certain openness and a willingness to learn.

This is precisely what you must foster or confirm in your priests. In this Year for Priests now drawing to a close, rediscover, dear brothers, the role of the Bishop as father, especially with regard to your priests. For all too long the responsibility of authority as a service aimed at the growth of others and in the first place of priests, has been given second place. Priests are called to serve, in their pastoral ministry, and to be part of a pastoral activity of communion or oneness, as the Conciliar Decree Presbyterorum Ordinis reminds us, "No priest is sufficiently equipped to carry out his mission alone and as it were single-handed. He can only do so by joining forces with other priests, under the leadership of those who govern the Church" (No. 7). This is not a matter of turning back to the past, nor of a simple return to our origins, but rather of a recovery of the fervour of the origins, of the joy of the initial Christian experience, and of walking beside Christ like the disciples of Emmaus on the day of Easter, allowing his word to warm our hearts and his "broken bread" to open our eyes to the contemplation of his face. Only in this way will the fire of charity blaze strongly enough to impel every Christian to become a source of light and life in the Church and among all men and women.

Before concluding, I would like to ask you, in your role as leaders and ministers of charity in the Church, to rekindle, in yourselves as individuals and as a group, a sense of mercy and of compassion, in order to respond to grave social needs. New organizations must be established, and those already existing perfected, so that they can be capable of responding creatively to every form of poverty, including those experienced as a lack of the meaningfulness in life and the absence of hope. The efforts you are making to assist the Dioceses most in need, especially in Portuguese-speaking countries, is praiseworthy. May difficulties, which today are more deeply felt, not make you shrink from the logic of self-giving. Let there continue and flourish in this country, your witness as prophets of justice and peace, and defenders of the inalienable rights of the person. Join your voice to the voices of the least powerful, whom you have wisely helped to gain a voice of their own, without ever being afraid of raising your voice on behalf of the oppressed, the downtrodden and those who have been mistreated.

I entrust all of you to Our Lady of Fatima, and I ask her to sustain you with her maternal care amid the challenges which you face, so that you will be promoters of a culture and a spirituality of charity, peace, hope and justice, faith and service. To you, to the members of your families and to your diocesan communities I cordially impart my Apostolic Blessing.

[00689-02.01] [Original text: Portuguese]

 TRADUZIONE IN LINGUA FRANCESE 

Vénérables et chers Frères dans l’Épiscopat,

Je rends grâce à Dieu pour l’opportunité qu’il me donne de vous rencontrer tous ici dans le cœur spirituel du Portugal qu’est le sanctuaire de Fatima, où une foule de pèlerins provenant des endroits les plus variés de la terre, cherchent à retrouver ou à renforcer en eux-mêmes la certitude du Ciel. Parmi eux, se trouve le Successeur de Pierre qui est venu de Rome en réponse aux invitations répétées qu’il a reçues et poussé par un devoir de reconnaissance à la Vierge Marie. En effet, celle-ci a transmis ici même, aux voyants et aux pèlerins, un amour intense pour le Saint-Père, qui a fructifié dans la prière fervente d’une multitude de personnes guidées par Jésus : Pierre, « j’ai prié pour toi, afin que ta foi ne sombre pas. Toi donc, quand tu seras revenu, affermis tes frères » (Lc 22,32).

Comme vous l’entendez, le Pape a besoin de s’ouvrir toujours davantage au mystère de la Croix, en l’embrassant comme l’unique espérance et le chemin ultime pour gagner et réunir dans le Crucifié tous ses frères et sœurs en humanité. Obéissant à la Parole de Dieu, il est appelé à vivre non pas pour lui-même mais pour rendre Dieu présent dans le monde. Je suis réconforté par la détermination avec laquelle vous aussi, vous me suivez de près sans rien craindre d’autre que la perte du salut éternel de votre peuple, comme le démontrent bien les paroles par lesquelles Mgr Jorge Ortiga a voulu saluer ma venue parmi vous et témoigner de l’inconditionnelle fidélité des Évêques du Portugal au Successeur de Pierre. Je vous remercie de tout cœur. Merci aussi pour tout le dévouement avec lequel vous avez organisé ma Visite. Que Dieu vous récompense, en répandant en abondance l’Esprit-Saint sur vous et sur vos diocèses, afin que vous puissiez, d’un seul cœur et d’une seule âme, porter à terme l’objectif pastoral que vous vous êtes fixé, c’est-à-dire, celui d’offrir à chaque fidèle une initiation chrétienne exigeante et séduisante, qui transmette l’intégrité de la foi et de la spiritualité, enracinée dans l’Évangile et capable de former des fidèles agissants et libres dans la vie publique.

En vérité, les temps dans lesquels nous vivons exigent un nouveau dynamisme missionnaire des chrétiens, appelés à former un laïcat mûr qui s’identifie à l’Église et solidaire de la transformation complexe du monde. Il faut d’authentiques témoins de Jésus Christ, surtout dans ces milieux humains où le silence de la foi est plus vaste et plus profond : les hommes politiques, les intellectuels, les professionnels de la communication qui professent et promeuvent une orientation culturelle unique, en méprisant la dimension religieuse et contemplative de la vie. Dans ces milieux, il y a des croyants honteux de leur foi qui prêtent leur concours au sécularisme, qui fait obstacle à l’inspiration chrétienne. En même temps, Frères bien-aimés, nombreux sont ceux, dans ces milieux, qui défendent avec courage une pensée catholique vigoureuse, fidèle au Magistère ; qu’ils continuent à bénéficier de vos encouragements et de votre parole éclairante pour vivre, en fidèles laïcs, dans la liberté chrétienne.

Maintenez vive, sans bâillon, la dimension prophétique dans l’histoire du monde actuel, parce que « la parole de Dieu n’est pas enchaînée » (2 Tm 2,9). Les personnes réclament la Bonne Nouvelle de Jésus Christ, qui donne sens à leur vie et sauvegarde leur dignité. En votre qualité de premiers évangélisateurs, il vous sera utile de connaître et de comprendre les diverses tendances sociales et culturelles, d’évaluer les carences spirituelles et de programmer efficacement les ressources pastorales ; néanmoins, ce qui est décisif, c’est de réussir à inculquer chez toute personne qui évangélise un vrai désir de sainteté, et la conscience que tout résultat dépend essentiellement de l’union avec le Christ et de l’action de son Esprit.

En effet, quand aux yeux de beaucoup, la foi catholique n’est plus le patrimoine commun de la société et que, souvent, on la regarde comme une graine étouffée et supplantée par les ‘idoles’ et par les maîtres de ce monde, elle pourra très difficilement toucher les cœurs à travers de simples discours ou des rappels moraux, et encore moins par des allusions générales aux valeurs chrétiennes. Le rappel courageux et intégral des principes est essentiel et indispensable ; toutefois, la simple énonciation du message ne va pas jusqu’au fond du cœur de la personne, ne touche pas sa liberté, ne transforme pas sa vie. Ce qui séduit, c’est, avant tout, la rencontre avec des personnes croyantes qui, par leur foi, attirent vers la grâce du Christ, en Lui rendant témoignage. Je me souviens de ces paroles du Pape Jean-Paul II : « L’Église a besoin surtout de grands courants, mouvements et témoignages de sainteté parmi les ‘fidèles’, parce que c’est de la sainteté que naît tout renouveau authentique de l’Église, tout enrichissement authentique de l’intelligence de la foi et de la suite du Christ, une ré-actualisation vitale et féconde du christianisme dans la rencontre avec les besoins des hommes, une forme renouvelée de présence au cœur de l’existence humaine et de la culture des nations » (Discours pour le XXe anniversaire du Décret conciliaire ‘Apostolatum actuositatem’, 18 novembre 1985). Certains pourraient dire : « ‘l’Église a besoin de grands courants, de mouvements et de témoignages de sainteté…’ mais il n’y en a pas ! »

À ce sujet, je vous confesse l’agréable surprise que j’ai eue dans la prise de contact avec les mouvements et les nouvelles communautés ecclésiales. En les observant, j’ai eu la joie et la grâce de voir comment, en un moment de fatigue pour l’Église, en un moment où l’on parlait d’un « hiver de l’Église », l’Esprit Saint suscitait un nouveau printemps, faisant se réveiller chez les jeunes et chez les adultes la joie d’être chrétiens, de vivre au sein de l’Église, qui est le Corps vivant du Christ. Grâce aux charismes, la radicalité de l’Évangile, le contenu objectif de la foi, l’influx vivant de sa tradition sont communiqués de façon convaincante et sont accueillis comme une expérience personnelle, c’est-à-dire comme une adhésion de la liberté à l’événement présent du Christ.

C’est une condition nécessaire, naturellement, que ces nouvelles réalités veuillent vivre au sein de l’Église commune, tout en leur ménageant des espaces pour leur vie propre, de telle façon que celles-ci soient ensuite profitables à toutes les autres. Les porteurs d’un charisme particulier doivent se sentir fondamentalement responsables de la communion, de la foi commune de l’Église et doivent se soumettre à la direction des Pasteurs. Ce sont eux qui doivent garantir l’ecclésialité des mouvements. Les Pasteurs ne sont pas seulement des personnes qui occupent une charge, mais ils sont eux-mêmes porteurs de charismes, ils sont responsables de l’ouverture de l’Église à l’action de l’Esprit Saint. Nous, Évêques, en vertu du sacrement, nous sommes oints par l’Esprit Saint et, par conséquent, le sacrement nous garantit aussi l’ouverture à ses dons. Ainsi, d’une part, nous devons éprouver la responsabilité d’accueillir ces impulsions qui sont des dons pour l’Église et qui lui confèrent une nouvelle vitalité ; mais, d’autre part, nous devons aussi aider les mouvements à trouver la voie juste, en faisant des corrections avec compréhension – cette compréhension spirituelle et humaine qui sait conjuguer conduite, reconnaissance et une certaine ouverture et disponibilité à accepter d’apprendre.

Initiez ou confirmez dans cette voie les prêtres. Dans l’Année sacerdotale qui s’achève, redécouvrez, chers Frères, la paternité épiscopale surtout envers votre clergé. Pendant trop longtemps, la responsabilité de l’autorité comme service en vue de la croissance des autres et, en premier lieu, des prêtres, a été reléguée au second plan. Ceux-ci sont appelés à servir, dans leur ministère pastoral, en étant intégrés dans une action pastorale de communion et d’ensemble, comme nous le rappelle le Décret conciliaire Presbyterorum ordinis : « Aucun prêtre n’est donc en état d’accomplir convenablement sa mission isolément et en quelque sorte individuellement, mais seulement en unissant ses forces à celles des autres prêtres, sous la conduite de ceux qui président à l’Église » (n.7). Il ne s’agit pas de retourner au passé, ni d’un simple retour aux origines, mais de retrouver la ferveur des origines, de la joie du commencement de l’expérience chrétienne, en se faisant accompagner par le Christ comme les disciples d’Emmaüs le jour de Pâques, en laissant sa parole nous réchauffer le cœur et le « pain rompu » ouvrir nos yeux à la contemplation de son visage. C’est seulement ainsi que le feu de la charité sera suffisamment ardent pour pousser chaque fidèle chrétien à devenir dispensateur de lumière et de vie au sein de l’Église et parmi tous les hommes.

Avant de conclure, je voudrais vous demander, en votre qualité de présidents et ministres de la charité dans l’Église, de raviver en vous-même et autour de vous les sentiments de miséricorde et de compassion pour être en mesure de répondre aux situations de lourdes carences sociales. Que se constituent des organisations et que se perfectionnent celles qui existent déjà, afin qu’elles soient en capacité de répondre avec créativité à toute pauvreté, en y incluant celles qui relèvent du manque de sens de la vie et de l’absence d’espérance. L’effort que vous faites pour aider les diocèses les plus nécessiteux, surtout dans les Pays lusophones, est très louable. Que les difficultés, qui à présent se font sentir davantage, ne vous affaiblissent pas dans la logique du don. Poursuivez avec vivacité, dans votre Pays, votre témoignage de prophètes de la justice et de la paix, de défenseurs des droits inaliénables de la personne, unissant votre voix à celle des plus faibles, que vous avez sagement motivés à avoir leur parole propre, sans jamais craindre de hausser la voix en faveur des opprimés, des personnes humiliées et maltraitées.

Tandis que je vous confie à la Vierge de Fatima, en lui demandant de vous soutenir maternellement dans les défis que vous devez relever, pour être les promoteurs d’une culture et d’une spiritualité de charité et de paix, d’espérance et de justice, de foi et de service, je vous accorde de grand cœur la Bénédiction apostolique, que j’étends à vos proches et à vos communautés diocésaines.

[00689-03.01] [Texte original: Portugais]

Al termine, il Papa saluta individualmente i Vescovi ed i membri del Comitato organizzativo ecclesiastico della Visita papale. Quindi rientra alla Casa "Nossa Senhora do Carmo" di Fátima dove cena in privato.

[B0310-XX.01]